Sunday, May 01, 2011

Retomando o blog

Depois de um longo tempo, vou retomar lentamente o blog.

Estava absorvido na implementação do:




Finalmente esse projeto começa a tomar a forma de um espaço para ser atravessado por algumas das desejáveis expressões da cultura viva de Santa Maria, RS ... Local de encontros e de práticas interessantes: gente ativa e ativadora faz a diferença! Qualifica! Gente interessante, fazendo coisas interessantes, fazem dos lugares lugares interessantes e ficam cada vez mais interessantes. São as práticas e usos, os fazeres, as atividades que qualificam lugares e espaços: criar e proliferar encontros e lugares de encontro, pois a melhor resistência cultural é a criação, a auto-organização do General Intellect, da inteligência coletiva e multitudinária: fazer multidão, preparar o tumulto, o contágio, afirmar a presença ativa e ativadora: empática, erótica, amorosa, afetiva ... o uso comum, a criação do comum, o por em comum as ações ... o que fez do nosso tempo tempo da inteligência da cooperação e da comunicação, do trabalho imaterial (relacional, afetivo, etc.) que qualifica a cultura contemporânea enquanto cultura digital (assentada incondicionalmente no compartilhamento, na cooperação, na criação de redes, na comunicação, na criação do comum).

Bom, no mínimo aos domingos, volto a rabiscar por aqui. Adelante!

Abraços!!

leonardo, desobediente, ou o que o valha

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["..., corporações estão assaltando o comum e transformando-o em propriedade privada. Um ponto central aqui é que o comum é destruído ou se torna menos produtivo quando feito privado (e também, eu acrescentaria, quando é feito público, ou seja, objeto de gerenciamento estatal). (...) Quando as linguagens se tornam privadas elas não podem mais comunicar; quando os códigos são privados se tornam menos produtivos; quando afetos são privados eles param de criar relações sociais." (Michael Hardt)]

["A ação da multidão não é outra coisa que esta proliferação contínua de experiências vitais que têm em comum a negação da morte, a recusa radical e definitiva do que paralisa o processo da vida". (Antonio Negri)]

[A 'deserotização' da vida cotidiana é o pior desastre que a humanidade pode conhecer...é que se perde a
empatia, a compreensão erótica do outro..." (Franco Berardi, Bifo)]

["A ação ... diz respeito, antes de mais nada, ao sentir. Agir significa modificar a maneira de sentir junto..." (Maurizio Lazzarato)]

["Refiro-me à multidão de festa, à multidão de alegria, à multidão espontaneamente amorosa, embriagada apenas pelo prazer de se reunir por se reunir." (Gabriel Tarde)]

["... o mais profundo é a pele..." (Paul Valéry)]

Thursday, October 28, 2010

http://48hdemocracia.com.br/ - 48 HORAS DEMOCRACIA – Uma cobertura cidadã das eleições 2010






#48hvotobr



48 HORAS DEMOCRACIA – Uma cobertura cidadã das eleições 2010

A internet, que já tinha cumprido um papel fundamental no processo eleitoral brasileiro, ganhou ainda mais força neste segundo turno.

Mais uma vez, por meio da blogosfera, do Twitter, das redes sociais, muita gente teve acesso à verdade, principalmente se levarmos em consideração a oposição que os maiores veículos de comunicação do país têm feito às candidaturas que não se identificam com o seus projetos.

Acesse www.48hdemocracia.com.br

No primeiro turno das eleições, Renato Rovai, Rodrigo Savazoni e Sergio Amadeu da Silveira se uniram e convocaram uma cobertura cidadã das eleições. Esse esforço procurou oferecer informação alternativa para os cidadãos em rede e contou com grande adesão de blogueiros e ativistas que nos ajudaram a construir uma cobertura ampla e plural.

Na primeira etapa, contamos com inestimáveis contribuições. Entre os nomes que precisam ser citados estão: Raphael Tsavkko Garcia, Antonio Arles, Cristiano Navarro, Sérgio Gomes, Everton Rodrigues, Emerson Luis, Conceição Oliveira (Maria Fro), Antonio Martins, Miro Borges, Rodrigo Viana, Mariana Cristtal, Luca Toledo, a equipe da Repórter Brasil, da Marcha Mundial de Mulheres, Gustavo e Fernando Anitelli do Teatro Mágico, entre tantos outros.

Desta vez, reuniremos um grupo de jornalistas, ativistas e blogueiros em um estúdio da Vila Madalena, cujo endereço está logo aqui embaixo.

A transmissão começa nesta quinta e vai até domingo. Quinta e sexta, das 13 horas às 19h30 e no fim de semana, das 10 horas até a meia noite. Realizaremos debates, conversas, análises e circularemos informações produzidas pela rede, de forma colaborativa.

Queremos também ser um ponto-de-encontro virtual e presencial para as pessoas que têm o que dizer e que são a grande maioria deste país.

Vamos exercitar a democracia e a liberdade de expressão que vigora hoje no Brasil como em nenhum outro momento de nossa história.

A geração das imagens e o streaming são responsabilidade da produtora Filmes para Bailar.
Junte-se a nós, de várias maneiras.

Ligue para a gente pelo Skype: Quarentaeoitohoras_Democracia

Qualquer dúvida e sugestão, escreva para 48horasdemocracia@gmail.com

Nas redes sociais, adote novamente a #hashtag: #48hvotobr

Estúdio Blimp
Rua Dr. Paulo Vieira, 101 - Perdizes - São Paulo-SP
Próximo à Estação Vila Madalena de Metrô

Friday, September 24, 2010

Brigada Internacional Argentina

Publico aqui!


---------- Forwarded message ----------
From: Cristina Ribas
Date: 2010/9/25
Subject: [Enxame_nomade] censura na Bienal de Sao Paulo + video + imagens
To: enxame_nomade@listas2.rits.org.br


Amigos

ha muitos rumores sobre o que de fato levou a censura do projeto do artista argentino Roberto Jacoby na Bienal que inaugura hoje (24/09/2010). eh bastante triste para mim como artista e pesquisadora testemunhar um fato como este a "esta altura do campeonato", sobretudo porque os atores da censura se colocam em posicoes vitimizadas e despotencializadas, quando poderiam aportar o debate, defender o projeto do artista diante das tais "estruturas juridicas" apontadas e tentar constituir de fato um territorio para o enfrentamento dos ensejos curatoriais (elaborar relacoes possiveis entre arte e politica, ainda que essa articulacao precise de um trabalho arduo tanto dos conceitos como dos modos como pode ser operada).

contudo, observando desde dentro (estou em Sao Paulo ha dois dias), e levantando as pistas do que aconteceu de fato, se percebe uma acao autoritaria por parte tanto dos curadores como da equipe de producao, no sentido de barrar a livre expressao, categorizar e por fim censurar quase que na totalidade o projeto "A alma nunca pensa sem imagens". no dia mesmo da abertura foi recolhido grande parte do material do espaco dedicado ao trabalho do artista e da Brigada Internacional Argentina, que trouxe mais de 30 pessoas para compor este "comite de campanha", realizando um espaco dentro da Bienal para discutir formas politicas, campanhas partidarias e mesmo a relacao entre tais ambientes - o acontecimento da arte e o acontecimento de uma campanha politica.

encaminhamos abaixo uma carta que conta com um pouco mais de detalhes as informacoes ao redor do caso da censura. solicitamos que enviem emails de apoio, ou de questionamento, sigamos a conversacion. convido a todos a considerarem tambem o historico das pessoas envolvidas, dos artistas, da Brigada, das Madres de la Plaza de Mayo que vieram a abertura, e tambem olharem as imagens, a pensarem onde estao as almas, com estas imagens, e o que acontece quando as censuramos.

hoje, sabado, 24/09, 16h teremos um espaco para discutir o que aconteceu. no proprio local agora censurado dedicado ao trabalho, no terceiro andar da Bienal, mas nao menos vivo, nao menos inquietante, nao menos necessario para fazer tremer, tremular, tremblar os limites destas clausuras....

segue mais abaixo o link (vimeo) para o video que foi produzido na Argentina e tambem recolhido pela equipe de producao da Bienal.


abracos,
Cristina Ribas

Da Brigada Carioca, se soma Pedro Mendes, e em breve vamos elaborar um artigo (ou muitos) sobre isso.

[Declaração que está circulando na rede]

*Arde San Pablo: el fantasma de la política en la Bienal
*
"La 29º Bienal de San Pablo está anclada en la idea de que es
imposible separar el arte de la política". A tenor de lo sucedido en
las últimas 48 horas, hay serios motivos para dudar de la honestidad
de esta declaración.

La obra de la Bienal de Sao Paulo que promete ser la más interesante
no ha sido realizada por ningún artista, sino por la propia
institución cuando ordenó cubrir unos imponentes paneles con papel de
embalar, para impedir que puedan verse dos ampliaciones fotográficas:
el rostro amistoso y atractivo de Dilma Rousseff frente al gesto agrio
de José Serra, su opositor socialdemócrata en las elecciones a la
presidencia de Brasil.

La obra propuesta por el argentino Roberto Jacoby ha consistido en
socializar su espacio para que sea gestionado por una Brigada
Argentina por Dilma que se dispuso a diseminar abiertamente propaganda
favorable a la candidata del Partido de los Trabajadores en sucesión
de Lula, apostando a ser parte del momento histórico excepcional de
unidad, solidaridad, redistribución y democracia que se abre en
América Latina.

De acuerdo con la —poco convincente— justificación hasta ahora emitida
por la Fundación Bienal de San Pablo, un informe de la Procuraduría
Electoral General habría decretado que la obra incurre en un "delito
electoral" por quebrantar la Ley que impide la "vehiculación de
propaganda de cualquier naturaleza" en espacios cuyo uso dependa de
los poderes públicos. Sin embargo fue la propia Bienal la que
concurrió a sede judicial para denunciar la obra que habían invitado.

Uno de los curadores de la Bienal, Agnaldo Farias, ha declarado a la
prensa que "no podemos contestar la decisión de la justicia, porque
corremos incluso el riesgo de que nos lleven presos. Si hubiésemos
conocido de antemano que se trataba de Dilma, sabedores de que habría
habido problemas, hubiéramos avisado al artista". El argumento de los
curadores de que habrían “sido sorprendidos” por el desarrollo de la
pieza no se sostiene, ya que la misma fotografía censurada figura
tanto el catálogo de la Bienal como en su sitio web.

A esta afirmación pusilánime no se puede sino responder con una
pregunta: ¿qué piensa que convoca un curador de arte establecido
cuando invoca la palabra "política"? Más allá de este caso puntual, no
son infrecuentes las propuestas curatoriales que apelan a la relación
“arte y política” para exhibir cementerios documentales o retratos de
pobres o raros distantes. Esta obra política de Jacoby se opone
eficazmente a esta despotenciación del arte político que ejerce
actualmente el mainstream institucional.

Pero ¿qué sucede cuando un artista se toma en serio la necesidad de
convertir un espacio artístico en un espacio público, para producir
confrontación política —y no falso consenso— en tiempo real y en el
mismo vientre del sistema del arte? El alma nunca piensa sin imagen
—que así se titula la obra— consiste en algo más que la propaganda
electoral favorable a Dilma: el espacio de la muestra asignado a
Jacoby se transformó además en una máquina de producir antagonismo
entre opiniones diversas, tomando partido e imponiendo al
establishment artístico implicarse en una discusión sobre el hecho
constatable de que, en un espacio geopolítico como América latina,
existe hoy más experimentación, más creatividad y —en definitiva— más
esperanza en el área de la política y de lo político —desde las
estructuras institucionales hasta el campo de los movimientos
sociales— que en el sistema del arte contemporáneo.

Jacoby participa en la Bienal por partida doble, pues integró asimismo
el colectivo de artistas, sociólogos, militantes de varias ciudades
que en 1968 produjo la histórica Tucumán Arde, documentada
erróneamente —y se trata de un síntoma grave y elocuente— en el web de
la Bienal como una obra del Grupo de Arte de Vanguardia rosarino. Ésta
fue clausurada en la central obrera en Buenos Aires, bajo presiones
militares durante la dictadura del general Onganía: su provocación
consistía en desbordar el sistema del arte para abrazar el movimiento
de protesta social en contra del sistema vigente. A la inversa, El
alma nunca piensa sin imagen parece haber sido censurada por instalar
en el centro del sistema del arte una actividad a favor de un proceso
extraartístico que sucede en la institución política. La Brigada
Argentina por Dilma nos lo expone como algo mucho más real —porque
resulta más imperfecto y complejo al fin— que la pulcritud inmaculada
con que habitualmente brilla la palabra "política" en los textos
curatoriales.


Buenos Aires/Sao Paulo, 23 de septiembre de 2010.


Integran la Brigada:
Adriana Minoliti, Alejandro Ros, Ana Longoni, Alina Perkins, Cecilia
Sainz, Cecilia Szalkowicz, Daniel Joglar, Fernanda Laguna, Francisco
Garamona, Florencia Hipolitti, Gastón Pérsico, Paula Bugni, Hernán
Paganini, Javier Barilaro, José Fernández Vega, Julia Ramírez, Kiwi
Sainz, Laura Escobar, Lidia Aufgang, Lucas Rubinich, Mariano Andrade,
Mariela Scafati, Mariela Bond, María Granillo, Nacho Marciano, Roberto
Jacoby, Santiago Villanueva, Syd Krochmalny, Tomás Espina, Víctor
Florido, Victoria Colmegna.

Adhieren:
Marcelo Expósito (Barcelona/Buenos Aires).
Gachi Hasper (Buenos Aires)
Diana Aisenberg (Buenos Aires)

Para enviar su adhesión:
elalmanuncapiensasinimagen@gmail.com.


"El alma nunca piensa sin imagen"


Brigada Internacional Argentina from Syd Krochmalny on Vimeo.

Apoyo a Dilma Rousseff
Video de la instalación "El alma nunca piensa sin imagen"
de la Brigada Internacional Argentina por Dilma


Video: Syd Krochmalny
Postproduction: Mariela Bond
Soundtrack: Nacho Marciano
Translation: Fernanda Nogueira.

Brigada Internacional Argentina

Roberto Jacoby
Mariela Scafati
Hernán Paganini
Santiago Villanueva
Alejandro Ros
Florencia Hipolitti
Adriana minoliti
Víctor Florido
Paula Bugni
Kiwi Sainz
Laura Rockett
Cecilia Sainz
Daniel Joglar
Syd Krochmalny
Lidia Aufgang
Fernanda Laguna
Mariela Bond
Loló Granillo
Nacho Marchiano
Jose Fernández Vega
Julia Ramírez Aufgang
Alina Perkins
Victoria Colmegna
Mariano Andrade
Lucas Rubinich
Tomás Espina

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